Viva o Barrigão!

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Sexta-feira, Junho 29, 2007


34


Chegou meu aniversário. Mais um ano completo, mais um ciclo de aprendizado, tantas coisas boas na vida. Obrigada, meu Deus.

Obrigada, meninas, pelos recadinhos carinhosos e por toda energia positiva que vocês nos transmitem mesmo à distância.

O 29 de junho começou estranho. Meia-noite e Gutão voltando do hospital outra vez. Filhote teve um ataque de choro à noitinha e, quando o Rô chegou em casa, foi direto com ele no Sabará. Eu estava trabalhando, fechamento da revista, complicado de sair...Bom, o diagnóstico não é nada legal. Gutão tá com otite, abcesso no ouvido direito. Pode ser consequência do quadro gripal forte da semana passada, mas pode não ter nada a ver com ele. O médico trocou o antibiótico e recomendou aquele kit que conhecemos de cor e salteado: inalação, sorine, tampãozinho no ouvido...
Fiquei bem triste com esse retorno da dor do ouvido. Primeiro porque é uma dor que dói muito...Gutão sofre, nós sofremos juntos. Segundo porque, depois da cirurgia, achei que ele estaria livre disso. Conversei com a otorrino agora pela manhã e ela me explicou que, antes, Gutão tinha problemas no ouvido médio, lá dentro, se é que me entendem. Esse abcesso de agora é externo, cobre a membrana do tímpano. Pode ser até que "estoure" e saia um pouco de pus...Ela me pediu pra não me apavorar (hahhaaaa) e só limpar por fora, se isso acontecer. Ok, ok, tudo sob controle!
O chato é que filhote tem que tomar um remédio de gosto péssimo. Horrível mesmo. Ontem, tadinho, tomou meio na marra. Hoje, misturei com leite moça pra ver se amenizava...É um truque me ensinaram uma vez lá no hospital mesmo. O bom é que Gutão tá feliz, brincando, sem febre, e, por agora, sem dor.

No mais, tirei a sexta de folga. Dormi um pouquinho além do habitual e vou no salão logo mais cuidar das mãos. Me sinto tão mais "limpa", e bonita mesmo, quando as mãos estão feitas, sei lá. Vou ficando velha e cheia de teorias, hahaaahhaaaa. Não me dei nenhum presente este ano. O maior é Gutão aqui, ao meu lado, felizinho, fazendo bagunça pela casa. O Rô me surpreendeu agora: atendendo a pedidos, me deu um microfone!!!!!! Adorei! Há anos peço um de presente. Adoro cantar e vai ser uma farra fazer dupla com Gutão no violão! :)

Ah, Mic, brigada pelo livro. Acertou em cheio. É o da vez. Te conto o que achei assim que terminar!






posted by JULIANA DE MARI 1:32 PM


Domingo, Junho 24, 2007


Tempo, tempo, tempo


O Rô teve uma noite difícil, com febre, tosse, mal estar geral. Gutão teve tudo isso também, menos febre. E eu tive pequenos momentos de sono sobressaltado. Acordei hoje no pó da rabiola de tão cansada. E irritada, sem paciência alguma. Ah, não sou de ferro...Gutão parece que sabe quando tou chegando no limite porque a birra dele fica potencializada. É um tal de "não quero, não vou, não é assim" pra qualquer coisa. Quando acontecem esses ataques, eu tenho pergutado se o bichinho da chatice o mordeu. Ele, logicamente, responde, puto da vida, dizendo que "não"! Hoje perguntei se ele era o menino do contra. Ficou tão brabo, meu filhote! Acho que nem entende direito o que eu quero dizer, mas como sabe protestar!

Pra irritação não virar briga, descemos um pouco pra brincar, enquanto o Rô descansava. Gutão andou de motoca e nós jogamos bola. Só que tava sol e filhote ficou muito incomodado com a luz nos olhos. Nossa brincadeira, então, ficou restrita a um pedacinho de sombra. Subimos logo, na hora em que o almoço chegou. De barriguinha cheia, filhote pediu pra dormir um pouco. E dormiu até agora, quase seis da tarde. Eu também aproveitei pra descansar. Só o Rô, coitado, que teve uma tarde movimentada. Foi pro hospital checar esses sintomas e teve que tomar soro porque tava desidratado. Graças a Deus, não deu nada no Raio-X dele. É gripe forte mesmo, agravada por esse tempo seco, horrível.

Liguei agora pra otorrino do Gutão porque essa congestão dele não passa. Ela pediu pra trocar um dos medicamentos e explicou que o tempo seco realmente piora o quadro, fazendo as secreções ficarem mais grossas e, portanto, mais difíceis de serem expelidas. Disse pra ter paciência porque esse vírus tem levado uns bons cinco, seis dias pra começar a ceder. Ainda bem que a febre já foi. Tou olhando pela janela agora e avistando umas nuvens pretas no céu. Tomara que venha uma chuvinha (chuvinha, São Pedro, veja lá!) pra limpar um pouco essa cidade.

Falando nele, meu aniver canceriano é dia 29. Dia de festa de São Pedro no céu. Sempre chove no meu aniversário, aliás.
posted by JULIANA DE MARI 5:25 PM


Sábado, Junho 23, 2007


O que vem depois?


A madrugada foi movimentada por aqui. A febre baixou, é verdade, mas a congestão e a tosse ficaram e Gutão, tadinho, não conseguiu dormir uma hora seguida sem se incomodar com esses sintomas tão chatos. Eu, então, melhor nem comentar. Só sei que foi um tal de inalação, remédio, chororô, irritação, massagem pra acalmar, tudo ao mesmo tempo agora. Quando acordou (melhor dizer, quando resolveu sair da cama, porque ele não dormiu praticamente), filhote tava sem febre, ufa. Mas tava com os olhos um tantinho inchados, como se tivesse passado a noite chorando, sabe? Tomou seu leitinho e comeu uma maçã e deitou no Futon do quarto da TV pra ver desenho. Aí, começou a reclamar que não conseguia ficar com os olhos abertos. Tremi na base pensando em conjuntivite, mas não é, não. Tou achando que esse quadro pode ser, na verdade, outra ite: sinusite...Bom, diante da reclamação, eu sugeri que ele ficasse com os olhos fechados e só ouvisse os desenhos e, pra minha supresa, Gutão aceitou -- e acabou caindo no sono, tadinho. Dormiu das nove às onze. Sorte é que a babá veio me dar uma força pela manhã e essas duas horinhas foram o exato tempo d'eu tomar um banho e descer pra fazer a mão (pequenos prazeres salvam mães à beira de um ataque de nervos...). E Gutão não foi pro arraial...

Na minha volta, filhote já tava mais animadinho. Almoçou um pratão, comeu frutinha outra vez e se animou pra dar uma caminhadinha comigo até o mini-supermercado aqui pertinho de casa (só subir a rua). Tava um dia bonito e eu achei que ia nos fazer bem sair um pouco, ver a "rua", mas nada de encontrar pessoas, passar o vírus adiante ou frequentar ambientes fechados. Fomos no super escolher umas guloseimas. Gutão pediu miojo (essa é boa!), que comeu dia desses e adorou, batom Garoto (que sempre vê na propaganda mas nunca tinha provado) e água de coco. Eu escolhi Amanditas (que o Rô adora), pão de cachorro-quente (hummm!) e iogurte com mel (misturado com Nesfit é meu café da manhã). Quase só besteira. Coisa de quem tem em perspectiva um final de semana "doença em casa", né? Ainda paramos na papelaria e filhote ganhou massinha de modelar e cola colorida. Agoniado que só ele, chegou em casa e já foi querendo fazer um monte de desenho novo pra sua galeria de arte (a parede da área de serviço). Lá pelas cinco, deitamos juntos pra uma sonequinha antes do Rô chegar.

E o Rô chegou. Baqueadíssimo. Olhos vermelhos, tossindo, febrão: quase 40. Tava tomando só Naldecon. Eu dei Novalgina. Ele comeu umas frutas, tomou um banho quente, trocou duas palavrinhas comigo e com o Gutão e foi dormir. Às oito da noite. Tá capotado na cama do Gutão. Achei melhor ficar com o pequeno na nossa cama, pra continuar monitorando na madrugada (até pq tem o remédio da meia-noite, ai, ai). Gutão foi dormir às nove. Já tava com aqueles olhinhos baixos outra vez, mas a temperatura (ainda) não subiu. Só a tosse e a congestão que estão brabas...Se os dois amanhecerem maus amanhã, a família vai ao hospital. Eu, por precaução, tou tomando Pharmaton, complexo vitamínico, pra ver se dá uma força na minha imunidade. Só me faltava pegar essa gripe agora...

Eita semaninha difícil. Eita inferno astral "gostosinho".
Falta pouco agora: contando com amanhã, seis dias pro meu aniversário.
posted by JULIANA DE MARI 10:16 PM


Sexta-feira, Junho 22, 2007


Mais uma


Foi mais uma noite insone. Gutão deitou com febrão e permaneceu assim boa parte da madrugada. Eu deitei do ladinho dele e não preguei o olho até dar meia-noite pr'eu dar os remédios. Pra lá das duas da manhã, a febre começou a ceder. Ufa. Não dormi nada, vigiando a temperatura e a respiração dele, nem preciso dizer, né? Tou aqui com o pescoço duro e os braços doloridos, acho que parte é essa tensão de ter filho doente e parte é o fato do moleque se ocupar de praticamente toda queen size na hora de dormir! Como se mexe e como resmunga, pelarmode!

Filhote acordou melhorzinho hoje, mas, na hora em que sai pro trabalho, mais uma vez perto do almoço, a febre voltou: 39. Dei novalgina direto. E ele passou bem o resto do dia. Agora à noite, tava quentinho, mas não febril. Foi dormir por iniciativa própria (milagre!), lá na minha cama outra vez. Quando deitou no lugar do Rô, disse: "Mamãe, tou com saudade do papai". Coisa linda. (Se o caos nos aeroportos deixar, o Rô volta amanhã, eba).

Tou botando fé que o antibiótico vai agir e amanhã, três noites depois, a febre vai embora. Obrigada pelos recadinhos dando dicas e força! Tou impressionada também com o poder dessa gripe, vírus, seja lá o que for, que tá baixando aqui em Sampa. A filha da babá, de oito meses, tá com pneumonia, tadinha (e tá também com atraso no crescimento; vão começar a investigar agora no Hospital das Clínicas). O dindo do Gutão, pai do Miguel, tá com bronquite braba. O Theo, da Rê Quintela, que me ligou agora à noite, tá com laringite. A Alê, minha colega lá no trabalho, tá sem voz, tossindo, no pó da rabiola. Vixe!

E eu tou cansada, mui cansada. E com pena que amanhã Gutão tinha arraial na escola e, do jeito que tá, tou achando que não vamos lá, não. Ah, ele tá em franca recuperação (Deus é pai!) e eu não acho legal levar filho doente pra passar vírus pros outros, vamo combinar. No domingo, se a febre realmente ceder, temos compromisso bacana: aniver do Antonio, no parque pela manhã, e da Sofia, à tarde. Tomara que filhote esteja melhor. Ele curte tanto essas "baladas"! :)

posted by JULIANA DE MARI 11:14 PM


Quinta-feira, Junho 21, 2007


Seguindo


Pois bem, a madrugada foi daquelas ontem. Gutão não dormiu meia hora seguida. Teve febre altíssima (39.8), chegou perto de delirar, eu acho. Ou eu tava com tanto medo dele passar mal que vi coisas...Só sei que teve um momento que olhei pra ele e ele tava lá, de olhos esbugalhados, bochechas em chamas, tentando falar sem conseguir. Ai, que agonia, que agonia...Não preguei o olho, logicamente. Tirei a temperatura dele de hora em hora e fiquei pasma da Novalgina não ter funcionado. Aliás, a febre subiu, e não desceu, depois que ele tomou o remédio no hospital, vai entender. Só sei que a danada só começou a baixar por volta das seis da matina. Antes disso, filhote tomou três copos de água (eu só conseguia pensar que era importante ele não desidratar), chorou muito, resmungou muito, tremeu muito e não dormiu nada. Tirou um breve cochilo das seis às oito. Mas levantou disposto e sem febrão, graças. Eu tentei descansar mais uma meia hora, enquanto ele foi ver desenho com a babá, mas acabei levantando pra ficar pertinho dele.

Liguei pra dra.Ketty, mas ela tá de férias. Liguei pra médica que ficou no lugar dela e foi ótimo. A médica pediu que eu observasse três dias -- tempo necessário pro antibiótico fazer efeito e a febre passar. Se não acontecer, recomendou que a gente volte, sábado, no hospital pra investigar mais uma vez onde pode estar o foco da infecção. Já avisou, no entanto, que está dando uma gripe fortíssima e baqueando mesmo a criançada. Tomara que seja só isso. Gripe.

Fui trabalhar depois do almoço e ele ficou bem, ao que me contaram a babá e a faxineira. Brincou, comeu, não teve febre e nem quis dormir durante a tarde. Cheguei às oito, esperançosa, mas filhote tava meio caidinho. Eu conheço os olhinhos dele, vejo na hora quando vai baquear...Dito e feito. A febre voltou: 38. Já dei Novalgina pra evitar chegar num patamar tão alto quanto ontem. Primeiro porque não quero ver meu bichinho tão fragilizado se posso intervir de alguma forma e, segundo, hoje estamos sozinhos em casa (o Rô ainda tá em POA e a faxineira, que quebrou o galho dormindo aqui ontem, foi pra casa) e eu espero não precisar correr pro hospital outra vez...Falando em ficar sozinha em casa, engraçado que na terça à noite, véspera do Rô viajar, eu tive um pesadelo muito ruim. Sonhei que estávamos, nós três, na praia e Gutão e o Rô iam pra beira do mar ver as ondas quebrando. Aí, o Rô se distraia e Gutão caia no mar. Era meio raso, mas filhote não conseguia levantar sozinho. Eu via a cena de longe, mas não conseguia nem correr pra ajudar meu filho nem gritar pra alertar o pai. Putz, acordei aflitíssima. E agora me veio o sonho de novo...Gutão doente e o Rô "longe". E eu me sentindo meio "impotente"...Engraçado, né? Será que pressenti a doença chegando? Ou será que tou forçando a barra na interpretação?

Bom, fihote pediu pra dormir agora há pouco. Tava com os olhos vermelhos e irritados, olhos de febre. Fiz compressa de água gelada e ele aceitou meio resmungando, meio dormindo. Aceitou também meio copo de leite, abraçou a Pig e pulou na minha cama. Tá lá agora, suando um pouco, ainda quente e ainda abraçado na amiga de pelúcia.

Eu vou deitar jájá. Tou morta de sono, com uma pontinha de dor de cabeça, mas tenho que ficar alerta pra dar os remédios da meia-noite.

Ah, brigada pelos recadinhos de ontem. A força "virtual" vale tanto quanto a real, viu? E Mic, brigada por ter ligado, querida. Não consegui responder seu email ontem, como você percebeu...Rê, do Theo, brigada pela força e melhoras pra vocês aí também! E me conta onde é esse Pilates. Eu preciso criar vergonha e me cuidar, em vez de ficar me lamentando na frente do espelho...Mas seria bom se existisse uma ginástica "passiva", né? :)

posted by JULIANA DE MARI 10:01 PM


Baqueados


E não é só porquê o Grêmio perdeu, não. Gutão amanheceu com febrão hoje, quarta-feira. Passou a manhã ruinzinho, bochechas vermelhas de tanta febre. Fiquei em casa até a hora do almoço, o Rô viajou em seguida e, à tarde, a babá monitorou o estado do bichinho. Gutão dormiu, suou, acordou melhorzinho, mas voltou a baquear no início da noite. Quando a Isaura, a faxineira, me ligou pra avisar, a febre já estava em 38.8. Febrão que poucas vezes na vida Gutão teve...

Pois bem, quando cheguei em casa do trabalho, encontrei filhote todo empacotado, tremendo de frio, bochechinhas quase roxas de tão vermelhas. Abraçadinho na Pig, olhos esbugalhados e vermelhos, chorandinho. Tomou um pouco do leite, mas não quis comer, obviamente. Quando medi a febre outra vez, tava com 39.2. Não tive dúvidas: pedi pra Isaura dormir aqui hoje (putz, que falta faz ter uma pessoa em casa!) e fomos correndo com ele pro Sabará. Gutão chorou tanto, tadinho. Não queria ir de jeito nenhum...Mas foi. E foi a melhor decisão que tomei.

Ficamos três horas e meia lá. Cheguei em casa agora, mais de meia-noite. No hospital, a febre aumentou pra quase 40: chegou a 39.8. Os olhinhos dele pareciam que iam explodir de tão vermelhos e inchados...Ai, que agonia. A médica que o atendeu disse que os ouvidos estão limpos, que a garganta está vermelha e que há chiadinho no peito. Por precaução, pediu cultura da garganta e raio-x do tórax. Contei uma historinha pra filhote de que, quando eu era pequena, eu tinha um bichinho muito malvado que morava na minha garganta e me deixava dodói. E que eu tinha que fazer o mesmo exame que ele ia fazer pra ver se o bichinho tinha, finalmente, ido embora. Era só abrir o bocão. E que eu tinha certeza que na garganta dele não ia ter bichinho algum. E não tinha, graças a Deus. Eu sofri muito na pré-adolescência por causa do streptococos. Quase tive febre reumática e precisei tomar muita benzetacil...Me veio toda essa lembrança quando vi a enfermeira com aquele palitão pra colher a cultura do pequeno. Mas ele, mesmo chorando, abriu o bocão e ela fez o que tinha que ser feito em um segundo.

Bom, o raio-x foi outra estresse, porque Gutão cismou que ia doer. Eu expliquei que era como tirar um foto do nosso corpo por dentro. Mas ele entrou e saiu chorando da sala e nem acreditou que não doeu. Eu perguntei se doeu e ele insistiu até a hora de ir embora, dizendo que sim, que tinha doído! Tadinho! O raio-x mostrou um pouco de catarro no pulmão, mas não chega a ser foco de pneumonia, segundo a médica. Eu olhei lá e também não achei que era -- opinião totalmente leiga, porque quase não dá pra ver manchinha branca, é pouco mesmo, e Gutão não tá com secreção amarelada nem nada.

Ele tá com tosse, isso tá. Há uns dois dias. E acho que a culpa foi do ventilador que ele pediu pra ligar no meio de uma madrugada dessas...Sei lá. Só sei que meu bichinho tá maus. Tomou novalgina no hospital, mas continua quente, com as mãozinhas geladas. Tá com muito frio. Pediu cobertor e abraçou a Pig bem forte. Capotou agora lá na minha cama, no lugar do Rô -- que tá sofrendo a derrota pro Boca lá em Porto Alegre (que droga, meu amor...). Tomara que a febre passe na madrugada e que ele durma bem. Já mediquei. A médica deu antibiótico e eu não recusei. Também passou um remedinho pra ajudar a fluidificar o catarro. Pediu pra observar ele amanhã e, qualquer coisa, voltar no hospital.

Nunca vi Gutão com uma febre dessas e tão caidinho quanto hoje, nem nas piores crises de otite, que foram muitas...Tive vontade de chorar no hospital quando peguei as mãozinhas geladas dele em contraste com a boca roxa e as bochechas estourando de tão vermelhas...Tenho fé que amanhã ele acorda melhorzinho e que isso é só efeito desse tempo seco, horrível, que deixa as crianças tão fragilizadas aqui em Sampa.

Vou dormir com meu filhote.
posted by JULIANA DE MARI 12:35 AM


Terça-feira, Junho 19, 2007


Fala, filho


Às vezes, tenho a sensação de que Gutão é meu caderno "vivo". É pela boca dele que, muitas vezes, vejo escritas as minhas palavras. É o meu jeito de me expressar reproduzido em algumas situações, a minha entonação, os meus cacoetes (fala qualquer coisa e diz "tá bom" no final, soltando essa perguntinha tímida, do jeito que eu faço com ele pra tratar dos nossos combinados). Tão interessante.

Na hora do jantar, mãozinha rabiscada de caneta, pediu pra lavar a mão na pia da cozinha. Coloquei a cadeira, filhote subiu, fiquei ao lado dele, ele lavou a mão e aí viu a esponja de lavar louça. E pegou um copo que tava ao lado e disse assim pra mim: "Mamãe, posso te ajudar?" (parecia eu fazendo essa perguntinha mágica quando quero ensinar alguma coisa pra ele mas ele não tá muito afins de aprender...). E lá fui eu ensinar meu bichinho como é que se lava louça. E ele ficou todo orgulhoso. Lavou dois copos e uma peneira. E, como esperado, deu um mini piti quando eu quis fechar a torneira e acabar com a brincadeira.

Agora há pouco, dez da noite, filhote abraçado com a Pig, eu tasco um beijinho na bochecha dele, desejo boa noite e ele solta, quase suspirando: "Mamãe, eu tou muito estressado hoje". Ih, meu filho! Teu mal é sono mesmo! Mas será que sou eu que ando estressada demais e largando essa palavrinha, que você nem imagina o que é, ao alcance dos teus ouvidos?

Ainda na cama, antes do momento "tou estressado", sei lá porquê, Gutão lembra da dra. Ketty (e lembra a mim também que preciso marcar consulta pra ele!!!) e diz que não quer ir no consultório dela e que não gosta dela e que isso e aquilo. E aí, bem sério, explica: "É que aquele pauzinho que ela coloca na minha garganta é desconfortável".

Eu fico boquiaberta como ele usa as palavras no contexto certo. Há um tempo atrás disse pra tia da escola que não era "pertinente" uma amiguinha fazer aula de natação sem maiô...Juro que nunca usei essa palavra com ele! Não sou doida de falar com uma criança com um vocábulo que nem adulto entende direito. Mas ele deve ter ouvido eu e o Rô conversando, sei lá, e pescou a palavra e o contexto juntos. Impressionante. Fato é que Gutão sabe se expressar -- com palavras e sem elas. Deu de querer reproduzir agora os "olhos tristes" que o Gato de Botas, amigo do Shrek, faz. Vimos o filme no sábado, matinée, uma delícia. Gutão curtiu, adorou os personagens, embora não tenha entendido muito bem aqueles vilões todos numa história só (achei meio confuso também juntar Capitão Gancho e Mula sem Cabeça com Ogro, Burro e Fiona, mas...). Filhote gostou mesmo é do livrinho que veio acompanhando o sacão de pipocas. Livrinho bacana até, um belo resumo da história. Eu e o Rô já lemos umas 50 vezes de lá pra cá e ele simplesmente decorou a parte do Gato de Botas e de seus "olhos tristes".

E Gutão fala mesmo pelos olhos. Tem cílios tão grandes, parecem vassourinhas em sua pele branquinha. E fala tanto dele nas coisas que gosta de fazer. Adora exercícios. É forte, é veloz, é nosso Macqueen caseiro! E agora deu de fazer "flexões". Diz que foi o tio da capoeira que ensinou. Logicamente que não fica indo e vindo no chão. Mas, se tá de pé, se joga e fica, perninhas esticadas, se apoiando nos braços. Tentei fazer igual e quase dei vexame. Putz, cansa. Mãe sedentária é um problema! E gosta de correr esse moleque. E joga bola bem pros seus três aninhos. Dá chute com efeito, chuta com as duas pernas, morre de rir quando dá um drible no pai. E domingo, pasme, pediu pra ver futebol na TV. Futebol na TV??? Foi exatamente isso que ele pediu pro Rô, que, até ele, me olhou espantado. E eu quase morri do coração, imaginando meus domingos futuros com os dois vidrados na tela da TV, vendo mesa-redonda de jogo que já passou, sabe assim? Como se diz na minha terra, Deus me defenda! :)

Ai, ai. Só sei que tá divertida e linda demais essa fase. E que Gutão é um filho muito amado.

E amanhã tem jogo do Grêmio, final da Libertadores. E, dessa vez, sou eu quem quero vidrar na TV. O Rô vai assistir o jogo lá, in loco, claro. E eu e Gutão vamos ficar aqui, procurando o bocão dele no meio da torcida da Globo! Boa sorte, tricolor!!!


posted by JULIANA DE MARI 11:00 PM


Sexta-feira, Junho 15, 2007


Entre tapas e beijos


Eu e Gutão estendidos na cama dele agora à noite, em um papo sobre nosso dia. Tou lá conversando e fazendo massagem no pé gorducho dele, quando filhote solta essa:

- Mamãe, o Matias me mordeu hoje na hora do lanche.
- Onde, filho?
- Aqui ó (e mostra o bracinho). A Tia Karla teve que passar remedinho. Eu chorei.
- Puxa, filho, que chato isso. Morder não é mesmo legal.
- O Matias é mau...
- Ah, mas ele é teu amigo, ele brinca contigo. O que aconteceu que ele resolveu te morder?
- Eu cheguei primeiro na mesa do lanche e ele disse que foi ele que chegou primeiro.
- E por isso ele te mordeu? Ele ficou com raiva porque você chegou primeiro?
- É, mas eu corri na frente dele.
- Hum...
- Mamãe, da próxima vez que o Matias me morder, eu vou dar um "cofo" (soco) nele. E ele não vai mais poder entrar na escola. E ele não vai mais ser "nosso" amigo.
- Nosso de quem filho?
- Meu e do Rafa. Eu sou amigão do Rafa. E o Matias é amigão do João. E o João é bobo também.
- (abafa o riso) Gutão, da próxima vez que um amiguinho bater em você, que tal você olhar bem dentro dos olhos dele e dizer que não gosta de tapa nem soco nem de mordida e o que amigo fez te machucou.
- Eu prefiro dar um "cofo".
- (abafa ainda mais o riso) Mas se você der um cofo no amigo quando ele te bater, ele vai querer dar outro em você e você vai querer devolver e aí essa briga não vai ter fim. E vocês dois vão ficar machucados e chorando...Não é legal bater, né?
- (Gutão pensativo) Não, mamãe, não é legal...Mas o Matias é mal. E ele não é nunca mais meu amigo.

Puxa, e eu que pensei que briga na escola era coisa de adolescente. Socorro!!!!!


posted by JULIANA DE MARI 10:57 PM


Quinta-feira, Junho 14, 2007


Amizade real


Coisa boa alegrar a semana com a visita de pessoas queridas em nossa casa, né, não? Foi assim ontem, noite de quarta-feira, no "Papo & Pizza" com a Mic (sim, a Mic do Rafinha e da Juju)! Depois de um dia puxado de seminário, ela teve pique pra se mover de um lado a outro da paulicéia e jogar conversa fora comigo até quase uma da matina! Delícia! Tem fotos do encontro lá no blog dela.

Falamos da vida, dos filhos, dos maridos (hahahaaa), da jornada dupla, de alguns perrengues do dia a dia, de planos pro futuro (vamo botar essas viagens juntas de pé, hein?) e blablablá. A Mic é muito alegre e espontânea e parece que já nos conhecemos há um bom par de anos. Muito engraçado como afinidade não tem nada a ver com convivência. Eu sou daquelas pessoas que "sentem" a energia dos outros e posso garantir que a energia da Mic é "limpa", é do bem, é conectada com o positivo da vida. Me fez realmente muito bem ouvir minha amiga, contar da minha vida, abrir minha casa e meu coração pra ela. E o melhor -- e que a Mic nem sabe (depois te explico do que tou falando, Mic!) -- é que essa troca de ontem me fez requalificar certas coisas. E decidir que é hora de parar de brigar com outras: como ela mesma diz, na vida que escolhemos viver há que se "aceitar o pacote completo!!".

Bom, depois de um ataque de vergonha e de esconder entre as almofadas, Gutão curtiu a tia virtual por breves instantes. Sentou ao lado dela no sofá na hora em que me pediu massagem no pé, depois de tropeçar lá embaixo ao buscar nossa pizza com o Rô. Contou pra Mic que o Grêmio ia jogar e, quando ela perguntou, disse que iam ser cinco gols pro tricolor (putz, pro desgosto do Rô, foram três pro Boca...). Tomou dois copões de leite, brincou um tantinho no quarto da TV com o Rô antes de começar o jogo e se rendeu a Morfeu por volta das dez. Meu Lolito tão amado. Tá dormindo um pouquito melhor -- acordando uma vez na madruga em média...E tem acordado tão cedo, pelamordedeus. Antes das sete tá lá no quarto resmungando. E com idéia fixa do "Super Números", aquele desenho do NatGeo, bizarro, bizarro, mas que ele adooooooooora.

No mais, essa semana tá menos tensa. Tou me sentindo mais dispersa, mas não tou me sentindo nem um pouco culpada com isso. Muito bom. E tou devorando "A menina que roubava livros", fantástico. E tou também em véspera de deixar o inferno astral pra trás. Aleluia! Tá ali me espiando, mais um ano de vida. Jajá chegam meus 34.


posted by JULIANA DE MARI 3:13 PM


Domingo, Junho 10, 2007


Feriadão


Tivemos um feriadão gostoso, de agenda cheia.
Na quinta, o primeiro compromisso do dia foi a feira. Encontramos a Tita, o Joaõ Gabriel e a Lívia mais a Dani, o Miguel e a Nina na barraca do pastel. Gutão provou seu primeiro pastel na feira -- acompanhado de caldo de cana, claro. Adorou! E que delícia que é passear entre as barracas de frutas, ver aquele colorido todo, escolher verduras e legumes fresquinhos. Gutão ganhou um taco de manga aqui, um pedaço de melancia ali. Se esbaldou e nós voltamos pra casa com a sacola cheia! Depois da feira, a pedidos, ainda fomos na pracinha e filhote brincou um bocadão com seu caminhão de "construir estrada". Enquanto o Rô deu uma corridinha básica, eu li uma revista e curti um solzinho gostoso.

Na sexta, eu e o Rô aproveitamos a presença da babá e da faxineira em casa pra dar uma escapada e ir ao cinema. Fomos de metrô, passear na Paulista (programaço!!!) e curtir o Reserva Cultural (só fiquei frustrada porque lá, cineminha cult, não servem pipoca!!!). Assistimos ao ótimo "Não por acaso", do amigo de uns amigos nossos, o Phillipe Barcinsky. Um filme que tem São Paulo como cenário e que explora a metrópole como se fosse mais uma personagem (além do que tem o Rodrigo Santoro entre os protagonistas!!!!). Recomendo.

Sabadão me dei a manhã de presente. Marquei cabelo em um novo salão recomendado por uma amiga jornalista que também dá consultoria de estilo (Self, na Pelu, alameda Lorena). Meu cabelo tava grande, porém sem corte algum, pesadão, puxando minha expressão pra baixo. Me deu um bode de só usar preso, sabe? Ok, adoro coque e rabo-de-cavalo, mas quero ter a opção e o prazer de usar solto de vez em quando. Pois bem, arrisquei novo cabelereiro e deu certo (estava com a Cris, do Banzai, na Vila, há oito anos, era hora de renovar). Cortei, fiz um repicado leve, um franjão e luzes bem fininhas pra "iluminar" o rosto. Sei que fiquei lá umas três horas, enquanto meu Gutão e o Rô curtiam a livraria da Vila que inaugurou ali perto. Sai do salão me "achando", hhahahahahaa. Claro que não vou conseguir secar o cabelo como eles fazem lá e que hoje o cabelo já acordou em seu estado semi-natural!, mas tudo bem. Adoro cortar o cabelo. E só o fato de ter arriscado mudar de cara já valeu a pena. Depois do salão, fomos direto pro aniversário da filha de um colega do Rô. Gutão brincou tanto, tanto. De tanta excitação, obviamente, almoçou quase nada -- mas se esbaldou nos brigadeiros! E, de tão cansado, dormiu no carro na volta pra casa.

Hoje foi dia de churrasco na casa do Gusmão e da Martinha, um casal de grandes amigos pernambucanos que não tem filhos (ainda), mas tem dois cachorros que Gutão adora. O Rô, como bom gaúcho, assumiu a churrasqueira. Filhote brincou um bocado, fez carinho na Ceci e no Bob, viu um pedaço da corrida, um pedaço do DVD dos Carros e depois tirou uma bela soneca na rede. Chegamos em casa quase agora, à noitinha, final de feriadão. Já fiz supermercado (pela internet, muito prático), já dei banho e leitinho pro Gutão e agora tou aqui ouvindo a alegria dele lá na sala, jogando futebol com o pai com a bola nova que ganhou de presente da Martinha. De onde é que vem tanta energia, hein?


posted by JULIANA DE MARI 8:06 PM


Quinta-feira, Junho 07, 2007


Os indicados


Atendendo a pedidos, seguem minhas indicações dos livros mais bacanas pra crianças. São livros que Gutão tem e gosta -- e histórias que a gente conta e reconta de tempos em tempos. Vamos a eles:
1) Ana, Guto e o Gato Dançarinode Stephen Michael King, Brinque-Book.
Presente da dinda Dani quando Gutão era pequenininho, esse livro é poesia pura. Tem lindas ilustrações e uma história que conta o valor de ser diferente. Fala também de criatividade, de reciclagem e de amizade. Ah, e também mostra o quanto é bom dançar!!
2) Pedro e Tina, uma amizade muito especial, do mesmo autor acima.
Outro livro lindíssimo que fala de uma menina muito perfeitinha e de seu amigo, digamos, um tanto quanto estabanado e do quanto eles aprendem um com o outro.
3) A Casa Sonolenta, de Audrey Wood, Ática
Esse é bem divertido e tem ilustrações igualmente belas. A história vai num crescendo e termina de um jeito alegre e convidativo a curtir tanto a nossa cama gostosinha quanto todas as possibilidades de um dia ensolarado. Vale praquelas negociações antes de ir pra cama.
4) O Nascimento da Lua, Coby Hol, Brinque-Book
Sem grandes pretensões, essa históira simples fala do valor de um obrigado. É rápida e ótima pra contar antes de dormir porque fala também, com muita delicadez, de um dos maiores medo dos pequeninos: o da escuridão.
Junto a essa listinha os já recomendados Clara, Brinque-Book, e Adivinha quanto Eu te Amo, Martins Fontes.

E aproveito pra recomendar minha lista de favoritos recentes para adultos, lá vai:
1) Não te deixarei morrer, David Cracket, de Miguel Souza Tavares
Comprei esse aqui por acaso na Fnac e amei. No dia em que comecei a ler esse aqui, um sábado de chuva à tardinha, o Rô foi me ver no quarto e eu tava lá aos prantos, emocionada com a delicadeza e a profundidade das histórias. Tem uma passagem que fala do ritual de um pai e filho ao ver as estrelas e nos remete a esse amor tão grande e ao medo que todos temos de que, lá na frente, nossos pequenos esqueçam que um dia já desejaram tanto nosso colo...É um livro de contos, de leitura rápida e muito gostosa -- mas que faz pensar.
2) Bartelby, o escrivão, Hermann Melville
Conto rápido do autor de MobyDick sobre um escrivão que trabalha num escritório de advocacia em Wall Street e, um dia, resolve dizer não a tudo o que não é a sua função principal. O bordão "Acho melhor não" causa rebuliço no escritório, altera os ânimos do chefe e dos colegas e nos põe a pensar sobre os motivos que nos levam a pretensamente ajudar os outros ou jogá-los na "fogueira". Recomendo a edição da Cossac Naif que traz notas dos editores ao final do livro.
3) A menina que roubava livros, Markus Suzak
Um livro que espanta ao primeiro contato: o narrador é a morte! Conta os três encontros que a morte teve com a tal menina que roubava livros. O cenário é a Alemanha nazista. Tem estrutura de texto diferente, interessante, rápida. Vi resenha recomendando na Veja e decidi arriscar a leitura. Esse tou lendo agora.
4) Estabelecer limites, respeitar limites, Anselm Grunn e Ramona Robben
Entrevistamos esse monge beneditino na revista algum tempo atrás e agora ele lançou esse livro sobre a importância de colocar limites e preservar nosso espaço "vital". Fala bastante sobre como isso é importante no trabalho, inclusive. Fiquei curiosa sobre como fazer isso e também tou lendo esse agora.
5) O que é uma vida bem-sucedida?, Luc Ferry.
Livro recente desse filósofo francês que fala do conceito de sucesso ao longo dos tempos, desde os idos dos gregos e romanos até os dias atuais, quando sucesso virou sinônimo de ganhos materiais -- e não mais de evolução "espiritual". Boa e importante leitura, principalmente para quem pretende cultivar nos filhos a importância do "ser". Também não terminei de ler ainda.

Não se espantem, não. Meu processo de leitura é "randômico". Preciso ter vários livros a mão pra escolher aquele que melhor combina com meu "astral" no dia!! Tenho uma pilha de uma de uns seis na mesinha de cabeceira. Entre eles, alguns citados acima que ainda não terminei -- e, por motivos óbvios, não me coloco mais prazo para terminar...O que tenho tentado é ler ao menos um capítulo de qualquer livro antes de dormir. É uma forma de me dar um pequeno prazer, sabe assim?

posted by JULIANA DE MARI 8:38 PM


Domingo, Junho 03, 2007


Domingão cultural


Depois da chuva do sabadão e de uma tarde agradável com os amigos na "rua", curtindo as delícias do nosso bairro na garoa, veio o friozinho no domingão. Gutão acordou cedo, as always, doido pra ver os desenhos do Net Geo (finalmente uma alternativa à altura do Discovery Kids!). O Rô ficou com filhote até meados da manhã, quando, animada pela gritaria geral da casa, resolvi sair da cama quentinha, ai, ai! Depois do café da manhã, seguimos pro nosso passeio cultural de domingão: conhecer a nova mega livraria Cultura do Conjunto Nacional. Pra quem mora em Sampa e ainda não foi, suuuuper recomendo. O lugar é lindo e nos "embriaga" com tantos livros! Tudo bem que chegamos ao meio-dia, exata hora de abertura da loja pra não pegar a muvuca de curiosos que aparece depois do almoço...Bom, mas a parte reservada pras crianças é um show. Tem um "dragão da leitura", uma estrutura em madeira com a barriga, digamos assim, forrada de almofadões coloridos que convida a uma pausa pra conhecer o mundo encantado das palavras. Catei alguns livrinhos com Gutão e entramos, nós dois, dentro da barriga do bicho, cercado de outros amiguinhos e de livros por todos os livros.
Tenho dois critérios pra oferecer livros pro meu Gutão: o primeiro é buscar aqueles que tenham uma mensagem bonita e que deixem um ensinamento pra vida. E há tantos assim, que falam de coisas importantes de um jeito simples e lúdico. O segundo critério é procurar livros que tragam informação sobre as coisas que Gutão gosta. Por exemplo, hoje catei um livrinho simpático, daqueles interativos em que dá pra mexer com as figuras, sobre "construção". Chama Brincando na Construção, de Rebecca Finn. Gutão adorou, claro. Mas gostou igualmente dos que escolhi na "primeira categoria". Peguei dois e, antes de levar pro caixa, contei e recontei a historinha pra filhote pra ver se ele aprovava. Como ele pediu mais e mais e mais, trouxe pra casa. Tem um que chama Adivinha Quanto Te amo, de Sam McBratney, editora Martins Fontes. É a história de um coelhinho que arranja mil e uma maneiras de "medir" o tanto de amor que tem por seu pai. Só que o pai sempre arranja um jeito de dizer que ama ainda mais o filhinho. É uma graça e uma das passagens traz exatamente o que digo pro Gutão toda noite, de braços bem abertos: "Te amo do tamanho do muuuuuuuuundo!".
O segundo eleito chama Clara, dos autores Ilan Brenman e Silvana Rando, editora Brinque-Book. O bacana é que, depois que terminei de ler a historinha, um homem que estava nos observando veio perguntar se tínhamos gostado. Como não gostar de um livro tão lindo e que mostra com tanta delicadeza a importância do exemplo dos adultos na formação das crianças? Eu disse que sim, que eu e Gutão tínhamos curtido muito, que o livro era lindo. Aí, o fulano abriu um sorriso e se apresentou como o autor do livro!! Pena que na hora não me veio a idéia de pedir um autógrafo pro Gutão! O mais legal é que a menininha que inspirou a história, filha dele, chamada Liz, estava lá, do nosso ladinho, igualmente observando nossas reações. E o legal também é que Clara será o nome da nossa futura filha, se assim for numa próxima encomenda à cegonha!!!
Eu e o Rô trouxemos uma sacola de livros pra casa, claro. Eu escolhi um do Ariano Suassuna que procuro há anos, o Romance da Pedra do Reino. E também um do autor de Mobydick, chamado Bartelby, o escrivão, em uma edição curiosíssima da Cosac Naif. O Rô trouxe um livrão de surf e mais alguma coisa que ainda não deu tempo de descobrir o que é. Quero só ver é onde vamos guardar tantos livros -- e em que tempo daremos conta de ler!!! Ainda bem que o Rô já encomendou prateleiras novas pro nosso quarto. Alimento pra mente, ao menos, Gutão terá sempre garantido por aqui!
posted by JULIANA DE MARI 9:33 PM


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